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 SOBRE MIM

     O meu nome é carlos manuel, sou professor, autor, compositor, colecionador de instrumentos musicais de todo o mundo e viajante sempre desejoso de ir mais longe. Gosto de viajar dentro de mim, em busca de novos lugares de inspiração e criatividade. Gosto de viajar na musica, na beleza das palavras e dos sons. Gosto de fazer música para quem nela quiser viajar.

 

VER TAMBÉM

www.vozetnica.blogspot.com

 

 MUSEU

     A instalação de um museu, onde possa ter exposta, de forma permanente, a minha coleção de instrumentos étnicos de todo o mundo, é um desejo só possível com ajuda jurídica e financeira. Para quem puder, e quiser ajudar, por favor contacte-me para o meu email carlosmanuel.sp@gmail.com Obrigado.

 

 

PUBLICIDADE

    No sentido de proporcionar receitas para a instalação do museu, é possível também a colocação de publicidade neste site. A eventuais interessados deixo o meu contacto de email: carlosmanuel.sp@gmail.com

Adufe genial da Catarina Anes, para Projeto Escolar Duff e Adufe, ano letivo 2015/16. Trabalho realizado pela Catarina com o seu pai e mãe. Muito obrigado. Clique no slideshow e aceda à página Duff e Adufe.

Projeto Escolar Duff e Adufe. Adufe pavão do professor, feito em caixa de pizza e cartolinas. Mais fotos, canções e vídeos em janela EDUCAÇÃO, item Duff e Adufe

 

cartaxo da Catarina Anes e do pai

Cartaxo da Catarina Anes, 5ºF e do pai, para projeto escolar cartaxos, ano letivo 2014/2015. Ver fotos e canções em item Educação/Cartaxos. Este trabalho obteve o 1º lugar no concurso de cartaxos.

Painel de cartaxos de João Henriques e família

Painel de cartaxos de João Henriques e família para a exposição escolar 2014/2015. Ver fotos e canções em item Educação/Cartaxos. Este trabalho obteve o 2º lugar no concurso de cartaxos.

Museu Virtual

Clique na imagem e aceda a link

cartaxos do João Henriques, do pai e da mãe

Cartaxo do João Henriques, do pai e da mãe. Projeto escolar 2014/2015 "Cartaxos". Ver fotos e canções em janela Educação, item cartaxos.

 

cartaxos bruxa

Cartaxos bruxa do professor. Mais fotos e canções em janela Educação, item Cartaxos.

 

Mobile sonoro

Mobile sonoro vencedor do concurso escolar. Feito por alunos e monitores da Cercimor. Do aluno Pedro do 5º ano. Mais fotos, video e canções, no item EDUCAÇÃO, mobiles sonoros.

Mobile sonoro

 

fundaçãocmcm

Clique na imagem e aceda a link

 

Chincalhos

Chincalhos. Feitos por alunas de 5º ano e famílias para a exposição na escola. Estes chincalhos inspiraram canções ao professor, que foram trabalhadas nas aulas, com flautas e instrumental Orff, gravadas e filmadas. Mais fotos e canções no item EDUCAÇÃO, canções dos instrumentos.

Chincalhos

Clique na imagem para ir a:

CMSerProfessor

 

Mobile sonoro

Mobile sonoro feito por aluna do 5º ano e a avó. Inspirou a canção Búzios, que se pode ouvir no item EDUCAÇÃO, mobiles sonoros.

 

carlosnetmood

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Maraca

Maraca gato branco. Feito por aluna do 5º ano e família. Canção inspirada neste instrumento no item EDUCAÇAO, canções dos instrumentos.

 

Mobile sonoro

Mobile sonoro de canas coloridas. Feito por aluna do 5º ano e monitora da oficina da criança. Inspirou a canção Canavial, em item EDUCAÇÃO, mobiles sonoros.

 

pinto a manta

Clique na imagem para aceder a link

 

Reco-reco

Reco-reco galo. Feito por aluno do 5º ano e família para exposição escolar. Inspirou a canção Um regalo, que se encontra no item EDUCAÇÃO, canções dos instrumentos.

 

Reco-reco

Reco-reco peixe. Colaboração de aluna de 5º ano para a exposição na semana de educação musical. O instrumento foi construído por um senhor amigo da família, no Escoural. Inspirou canção, que se encontra no item EDUCAÇÃO, canções dos instrumentos.

 

Cartaxo

Cartaxo. Instrumento de cana, utilizado nos ranchos folclóricos. Oferecido por aluno. Tema para a exposição escolar deste ano letivo 2014/15. Ver fotos e canções no item CARTAXOS.

 

Natureza sonora

Natureza sonora. Projeto escolar. Mais fotos e canções em item EDUCAÇÃO, natureza sonora.

 

Mobile sonoro

Mobile sonoro com aproveitamento de tampas de garrafas e algumas conchas. Colaboração para a exposição escolar de aluno de 5º ano e família. Inspirou a canção Tampinha, trabalhada na aula com vozes, flautas e Orff.

 

Tréculas

 Tréculas. Idiofone tradicional português. Este instrumento foi feito pelo pai de uma aluna de 6º ano para a exposição da escola subordinada ao tema "instrumentos tradicionais". Inspirou uma canção, que a turma trabalhou com vozes, flautas e Orff. Mais fotos e canções em item EDUCAÇÃO, canções dos instrumentos.

 

          

  

 

                 

 

 Ronca de Elvas

 Ronca de Elvas. Mais fotos em MUSEU e EXPOSIÇÃO. Veja também o video no atelier do autor das roncas, Luis Pedras, em OUTRAS ARTES, roncas de Elvas.
         
 

 
         
    
Cordofones e idiofones da minha coleção. Mais fotos em item MUSEU e EXPOSIÇÃO.

 
 
            

     

 

 

 

Mobiles sonoros

 Mobiles sonoros. Mais fotos, videos e canções em item EDUCAÇÃO, mobiles sonoros.

 

 

        

 

 

                

 

 

Na sala de aula

 

 

 

 

 

               

 

 

 

 

 

 

 

          

 

 

                     

 

 

 

 

 

 

 

             

 

 

 

 

                      

       

 

      

 

 

 

      

 

 

            

 

        

 

 

 

 

          

 

 

 

 

 

 

                       

 

 

 

 

 

                  

 

 

 

                  

 

 

 

          

 

 

 

                

 


mitologia
mitologia

Misticismo

Sentimento de comunhão com Deus. A oração e o sacrifício implicam um abismo entre Deus e o homem. O místico tenta estabelecer uma ponte sobre esse abismo. ou, não sente que haja qualquer abismo. Ele está incorporado em Deus. Pode encontrar-se tendências místicas em todas as grandes religiões mundiais. Leibniz designou o misticismo por filosofia eterna ( philosophia perennis ).

MESOPOTÂMIA

     Os mitos da mesopotâmia desempenham um papel fundador em todas as mitologias ocidentais. O primeiro relato do dilúvio na epopeia de Gilgamesh, assemelha-se muito à narrativa bíblica do mesmo acontecimento.

Algumas tabuínhas Sumérias mencionam um lugar paradisíaco perto de Dolimun, habitado pelos deuses e por um só homem, Utanapishtim, salvo, tal como Noé, do dilúvio.

A Mesopotâmia é a terra "entre dois rios" e a água, elemento primordial, está sempre presente nos mitos da Suméria, da Babilónia e de Assur, as primeiras grandes civilizações do ocidente.

 

DITIRAMBO

Um Deus, um Horus

um olho de Horus

de alabastro

um Anúbis lobo, filho de Osíris

de lápiz-lazuli

um Zeus em pó de pedra, nu, levanta o punhal

Prometeu de barro cozido, pintado

acorrentado, expia seu bem, seu mal

 

a minha vontade é rezar à natureza

 

um Ganesh de sândalo

um Buda de jade

Durga de porcelana

cavalga um tigre de desenho animado

Sarasvati de heliodoro

com um sitar ao colo

na India tem deuses maiores do que as casas

 

a minha vontade é rezar à natureza

 

os ídolos adorados pelos árabes pagãos

eram todos femininos

Jesus Cristo é um demiurgo

na filosofia pós-Platão

 

Iemanjá de pau-brasil

Ajalá de marfim

faz cabeça boa, cabeça ruim

pai do segredo, babalaô de ouro vegetal

o filho bonito de Nana

deusa da lama, palmeira azul

oxumaré, araçá-d'água

arco-íris de cristal

 

a minha vontade é rezar à natureza

 

um demónio bom de Bali

em albizia lebbek, belalu

máscara de um deus africano

baobá, árvore da vida

do vasto panteão Maia

Itzama de seriguela

Amaterasu, Wakahirume

irmãs deusas do sol

da luz das acácias

 

a minha vontade é rezar à natureza.

 

A criação, "Enuma Elish" ou Quanto no alto- relato babilónico da criação:

Apsu- extenção infinita das águas doces

Tiamat- a água salgada, o mar, o caos e o perigo

Destes nascem Lahmu e Lahamu, serpentes gigantescas que dão origem a Anshar, o princípio masculino,e a Kishar, o princípio feminino, que marcam os limites entre o céu e a terra, separando a nuvem do lodo.

Dão origem a An, deus do céu, que engendra Enki, mais sábio e mais forte, e, depois, aos deuses menores, os Igigi e os Anunnaki. Enki mata Apsu e apodera-se da coroa. Com a esposa Damkina, Enki dá origem ao divino Marduk, deus da luz solar e do trovão.

Tiamat, a mãe original, furiosa com o assassínio de seu esposo, toma a decisão de tudo destruir. Dá à luz uma nova ninhada constituída por onze monstros. Promove Kingu, um dos deuses que engendrara para a servir, ao estatuto de general, desposa-o

e confia-lhe as tábuas do destino. Marduk aceita lutar contra Tiamat, mas exige o poder supremo. Depois de ter matado Tiamat, prendido os onze monstros e retirado a Kingu as tábuas do destino, Marduk repousa e medita em cima do corpo da mãe monstruosa. Como utilizar essa carcaça horrível?

Resolve então cortar ao meio o corpo monstruoso, no sentido do comprimento, como um peixe seco. Com uma metade faz a abóboda celeste, e, com a outra, a terra, em seguida edifica no céu um palácio para os grandes deuses, An, Enki e Entil, e dá-lhes as estrelas como luminárias.

Incumbe Shamosh, o sol, de reinar sobre o dia, e Sin, a lua, de velar sobre a noite. Da cabeça de Tiamat faz as colinas e, dos seus seios, as montanhas, dos seus olhos, faz correrem o Tigre e o Eufrates e escava fontes em todo o seu corpo.

Agora, para distrair e servir os grandes deuses, era necessário criar a humanidade, tarefa que era outrora realizada pelos Igigi.

Kingu é executado, e, Nintu, a senhora do nascimento, mistura argila com o sangue do deus, criando assim o homem, com a sua natureza dupla, constituída por um corpo e uma alma.

Seiscentos anos depois, multiplicaram-se de tal maneira que produziam um barulho infernal e os deuses não conseguiam dormir. Enlil encarrega Namtar, a incarnação do destino, e depois Adad, senhor das tempestades, de se desembaraçarem dos homens provocando uma enorme seca, ao que os homens sobreviveram. Os deuses decidem provocar um imenso dilúvio, do qual apenas um homem escapará, bem como um casal de todos os animais da criação.

GRANDES RELATOS MESOPOTÂMICOS DO DILÚVIO

Gilgamesh- tem por herói Utanapishtim

Sumério- o herói salvo é Ziusudra

Acadiano- Atrahasis, o homem salvo

Epopei de Gilgamesh, texto com cinco mil anos, é a primeira obra literária da humanidade. Gilgamesh, rei de Uruk, dois terços deus e um terço homem.

 

INDIA

A mitologia indiana é uma das raras que sobreviveram até hoje. É complexa e até confusa.

 

GANESH

Bindi brilhante

no meio da fronte

eco distante

da luz das estrelas

sobre ti

 

om gam ganapataye namaha

 

tromba de elefante

flor de lótus na mão

um colar de flores

deus da educação

filho de Parvati

 

om gam ganapataye namaha

 

partiu o dente

que atirou à lua

por ela se estar a rir

depois do acidente

montado no rato forte

que tropeçou na serpente

 

om gam ganapataye namaha

 

Ganesh é gordo

cabeça em cinza

engano de Shiva

cabeça nova

virada para norte

perigo ausente

 

om gam ganapataye namaha

 

senhor dos pequenos génios

diz-se Ganapati

mil e oito poderes

nomes e magia

quem recita essa litania

 

om gam ganapataye namaha.

     O primeiro dos grandes deuses da India é Indra, divindade conquistadora,reflexo da vida feroz desses povos nómadas guerreiros, para quem a bravura constituía a virtude fundamental. Na origem do hinduismo estão os Vedas, veiculados oralmente por se considarar serem demasiado sagrados para serem escritos. Falam do antagonismo primordial, criação versus destruição, que mais tarde será representada pela trimurti, a trindade, base da sucessão dos numerosos deuses védicos: Brama, o criador, Vishnu, o conservador e Shiva, o destruidor.

A relação entre os homens, os deuses e o universo, resume-se no Darma, conceito especificamente hindu. O Darma é uma noção dupla, designa a ordem cósmica do universo e a nossa natureza profunda, aquilo que devemos ajudar a desabrochar, É, de certa maneira, o dever de cada um de nós. O pensamento indiano estabelece uma solidariedade entre os dois Darma, se alguêm não seguir o seu próprio Darma, O Darma cósmico perde o seu rumo, somos todos responsáveis pelas estrelas.

 

     A literatura sagrada da india tem as suas raízes no terceiro milénio antes da nossa era, onde foram compostos os primeiros hinos dos Vedas em louvor dos elementos da natureza, a água, o sol, o trovão, o fogo, personificados pelos primeiros deuses védicos; Vayu, Varuna, Surya e Agni. Rig Veda (1800-1500 AC) e a redação prossegue até ao século quinze da nossa era com os últimos textos sagrados, os Purana. Estes textos são compilações de hinos, reflexões filosóficas ou conselhos de vida.

Veda- saber

Sadhu- eremita

Rishi- videntes, sábios védicos

Os hindus pensam que o texto dos Vedas foi originalmente concebido por um deus criador- Prajapati ou Brama.

Upanixades- especulações filosóficas que se referem aos textos de base. A smirti (tradição) é constituída por textos não revelados e que, por isso, têm um caracter menos sagrado que os vedas. Compreenden as grandes epopeias, o Ramaiana, que narra a viad de Rama, avatar de Vishnu, e o Maabahrata, que apresenta outro avatar de Vishnu, Krishna. O episódio mais conhecido do Maabahrata é o Ghagavad Gita (a canção da divindade) que relata uma conversa entre Krishna e o herói Arjuna, antes da grande batalha, entre os Pandava e os Kamava, é visto como um guia de vida hinduista.

As leis de Manu são um conjunto de códigos e regras de conduta, destinados ao individuo e à comunidade. Atrbuído ao primeiro homem, Manu. É um texto controverso, uma vez que funda a descriminação das mulheres e dos shudra, a casta inferior à qual é interdito ouvir os vedas. Se o shudra ouvir e memorizar o veda, as suas orelhas devem ser enchidas de linha e laca, se cantar o veda, a sua língua deveria ser cortada, se dominar o veda, o seu corpo deveria ser cortado aos bocados. Como a leitura dos vedas e das epopeias é interdita às castas inferiores, estas têm acesso a textos compostos especialmente para elas, os Purana, que misturam cosmogonia e lendas. Os Purana são, de certa forma, os vedas das mulheres e das castas inferiores.

Num dos mitos indianos da origem do mundo, surge um ser cósmico, Purusha, cujo corpo fragmentado serviu para a sua criação. Noutro mito, a criação é atribuída a um demiurgo chamado Prajapati, assimilado depois a Brama. Segundo várias lendas, o universo era, na origem, uma vasta extenção de água e o mundo terrestre ganhou forma de um torrão de terra emergido das águas primordiais como no mito egípcio. Prajapati é a totalidade do universo e cria todas as coisas (semelhante ao Ptah egípcio). Purusha é o ser cósmico que engloba toda a terra. Oferece o seu corpo à criação, da sua boca nascem os Vedas e os bramânes, dos seus braços o deus Indra, do seu ventre os asura (demónios) das suas coxas os mercadores e o gado, dos seus pés a terra, os shudra, trabalhadores manuais e os cavalos, dos seus olhos o sol, da sua alma a lua, da sua cabeça o céu.

 

 

            

 

OS NÍVEIS DOS MUNDOS

     A mitologia hindu inclui catorze mundos, sete para o céu e sete para os infernos. Quando um homem morre, Yama, deus da morte e da justiça, avalia as ações do defunto e decide se este irá para o céu ou para o inferno, durante quanto tempo, em que mundo e sob que aspeto. No fim, deixando os mundos intermédios, a alma reencarna na terra.

Para os hindus, a criação não ocorreu de uma vez por todas. O mundo passa por fases alternadas de criação e destruição. A crença na reencarnação dos homens é indissociável da crença na reencarnação do universo.

Os primeiros homens criados por Brama são, por definição, perfeitos. Na India, a perda deste estado perfeito não se deve apenas ao homem, mas também ao carácter inexorável dos ciclos do mundo. Na segunda idade, já não é a idade perfeita, mas um fragmento do perfeito, onde a natureza se degrada e a tempestade aumenta. Os homens da terceira idade, egoístas e ávidos, provocam desastres e a ordem cósmica degrada-se mais um pouco. A quarta idade, aquela em que vivemos, a pior que a humanidade já conheceu, corre diretamente para a catástrofe e para a desagregação.

    Existem 33 deuses védicos; onze princípios de vida, oito esferas da existência, doze princípios soberanos, Indra o soberano celeste e Prajapati o progenitor. Os deuses védicos foram sendo substituídos pela trimurti (trindade); Brahma o criador, Vishnu o conservador, Shiva o destruidor. Shiva é originário da divindade védica Rudra, do qual herda o papel de destruidor. Vishnu é representado com quatro braços, e nas mãos tem quatro objetos que simbolizam a sua omnipotência. A cor de Vishnu é o azul. Sua esposa é Lakshmi, deusa da beleza e da abundância. Vishnu tem dez encarnações oficiais, avatares. A primeira na forma de um peixe, avisa o primeiro homem, Manu, da vinda de um dilúvio, pede-lhe que construa uma barca e nela coloque seres vivos de cada espécie. A segunda encarnação aconteceu na forma de tartaruga. Após o dilúvio, a terra ficou coberta por um mar de leite, e os deuses estavam a desnatar esse leite a fim de recuperarem os seus tesouros engolidos no dilúvio. O batedor que utilizavam, o monte Mandara, em torno do qual enrolavam a serpente Vasuki para a fazer rodopiar, não parava de se afundar. Vishnu assumiu a forma de uma tartaruga e desceu ao fundo do mar, para servir de apoio à montanha. è sobre o dorso dessa tartaruga que assenta o continente indiano. A terceira encarnação é na forma de um javali, a quarta, um homem-leão, a quinta, o anão Vamana, a sexta, Parasurama, a sétima é na forma de Rama (herói do Ramaiana), o oitavo avatar é Krishna (herói do Mahabarata), a nona encarnação é Buda (absorvido como avatar de Vishnu por vingança), Buda era contra o hinduismo, ignora os sacrifícios e os rituais pregados pelos vedas. A décima encarnação de Vishnu está ainda por ocorrer. Aparecerá na forma de Kalki, no dorso de um cavalo branco com uma espada flamejante. Acabará com o mundo, e, após uma noite cósmica de vários milénios, suscitará uma nova criação.

    Brahma é representado com quatro rostos e segura nas mãos os quatro livros dos Vedas. Também pode surgir representado montando um cisne.

    Shiva é o deus mais poderoso do panteão indiano. Na sua forma védica é Rudra. Nos vedas, a palavra shiva significa benéfico, dada a natureza dupla do deus, é graças a ele que se pode realizar a renovação. Uma das suas representações é o Shiva Nataraja, o dançarino cósmico. A dança representa a destruição  e a criação do universo. Uma das suas mãos esquerdas apontada para o pé levantado, representa moksha, a libertação do devoto. A dança é um exercício corporal, que, como o ioga, conduz ao transe. Shiva é o deus dos ioguis.

 

 

             

     São-lhe atribuídos mil e oito nomes diferentes. Shiva destrói o mundo ao abrir o seu terceiro olho. Os seus três olhos representam o sol, a lua e o fogo. A primeira esposa foi Sati, e a segunda foi Parvati que, sem querer, lhe tapou os olhos e o mundo mergulhou na escuridão. Uma serpente dá três voltas ao seu pescoço, simbolizando o passado, o presente e o futuro. Numa das mãos segura um tridente, que representa os três aspetos da trindade. O rio Ganges desce do céu à terra pela cabeça de Shiva para evitar a inundação total. Shiva e Parvati engendram Ganesh.

    O NASCIMENTO DE GANESH

    Parvati queria tomar banho e não havia nenhum servo para guardar a porta. Começou a raspar o corpo, e, misturou o suor e os resíduos da sua pele, com a pasta do banho, e com eles modelou um rapaz que encarregou de vigiar a porta. Shiva chega a casa e é impedido de entrar por esse rapaz insolente. Shiva corta a cabeça ao rapaz com um golpe do seu tridente. Perante a tristeza de Parvati, Shiva promete dar uma nova cabeça ao rapaz, e manda que os seus servos lhe tragam a cabeça do primeiro ser vivo que encontrem com a cabeça virada para norte. Os servos trouxeram, então, a cabeça de um elefante. Noutra lenda, Parvati apresentou o seu filho a Shiva que abriu o seu terceiro olho para o ver e, sem querer, reduziu-lhe a cabeça a cinzas. Certo dia, Ganesh comeu bolos demais e foi para casa montado no seu rato. O rato tropeçou numa serpente, Ganesh caiu e, de tão cheio, o estômago explode. Ganesh volta a pôr tudo no seu estômago e faz um cinto com a serpente. A lua começou a rir, e Ganesh, furioso, arrancou um dos seus dentes grandes e atirou-o à lua.

    DEUSES VÉDICOS

    São trinta e três manifestações divinas, alguns representam as forças da natureza, e outros caracterizam valores morais. O maior deus do Rigveda é Indra. Varuna e Mitra são príncipes soberanos. Varuna é o equivalente a Urano, deus do céu na mitologia grega. Aditi é a deusa ilimitada, é mãe de Dakshe e ao mesmo tempo sua filha. Os seus filhos, os Aditya, são os princípios morais e intelectuais que regem a harmonia do universo e da sociedade humana. De um ovo abortado de Aditi terá nascido o sol. A Mãe por excelência é assimilada à vaca alimentadora. Vaca cósmica. As mulheres grávidas dirigem-lhe preces e usam um amuleto igual ao que ela usava.

    Indra, o conquistador, venceu a luta cósmica com a serpente gigantesca Vritra. Esta luta cósmica faz lembrar a de Zeus contra Tifeu, de Apolo contra a serpente Piton ou de Osíris contra Apófis. Agni é o fogo devorador e purificador. Soma é a bebida dos deuses, tal como a ambrósia dos gregos, que lhes assegura a imortalidade. A diminuição de Soma consumido pelos deuses é uma das explicações para as fases da lua, que é definida como a taça de Soma.

    BHAGAVAD-GITA (A canção do Senhor)

    Obra-prima do pensamento hinduista, incluída no sexto livro do Mahabarata. Narra o debate entre Krishna e Arjuna antes da batalha que irá opor os clãs dos Pandava e dos Kaureva.

 

    A MORADA DE KRISHNA

             Texto - Bhagavad-gita, capítulo 8, verso 21

             Música - Carlos Manuel

 

A morada de Krishna

palácios de pedra-filosofal

árvores-dos-desejos

vaca Surabhi

milhares de deusas da fortuna

Lakshmis

e ele, Govinda

a causa de todas as causas

beleza que excede

a de milhares de cupidos

usa roupa açafroada

olhos de pétala de lótus

pele como nuvens

guirlanda ao pescoço

pena de pavão no cabelo

o Senhos costuma tocar a sua flauta

em cintamani-dhama.

 

    O deus ensina ao jovem os seus deveres, que constituem um conjunto de regras de conduta válidas para todos os homens em busca da verdade. É um tratado que mostra que o conhecimento deve preceder a ação, e que, sem o conhecimento, a ação é apenas agitação estéril. No final dá-se a destruição total dos dois exércitos no campo de batalha de Kurukshetra, pois não respeitaram os valores do dharma (dever) e karma (ação). O deus Krishna retira-se para a floresta para meditar e é atingido pela flecha de um caçador no calcanhar, o seu único ponto vulnerável (como Aquiles).

 

                    

 

     RAMAIANA

     A ação desenrola-se durante a segunda idade do mundo (treta yuga), e fala da epopeia de Rama, que depois de livrara os país dos demónios, volta a casa para se confrontar com intrigas, que procuram fazê-lo exilar-se e deixar o trono. Rama aceita partir para a floresta e a sua esposa Sita quer ir com ele. Ravana, rei cruel, apaixona-se por Sita e rapta-a. Rama parte então em busca de recuperar a esposa.

 

PÉRSIA

     Nos séculos Vll e Vl A.C, a religião politeista dos iranianos foi reformada por Zoroastro (ou Zaratustra), equiparado a Buda ou a Cristo enquanto homem virtuoso em busca da justiça e da perfeição moral. Instaurou o culto do deus único Ahura-Mazda (senhor sabedoria). A conquista muçulmana marcou o declínio do zoroastrismo. No sec Vlll, a maioria dos seus adeptos perseguidos refugiou-se na India, onde os parsi de Bombaim (cujo nome decorre da sua origem persa), ainda hoje praticam o seu culto. A literatura sagrada é o Avesta, texto do primeiro milénio antes de Cristo. A língua do Avesta, nas partes mais antigas, está muito próxima dos Vedas. É a bíblia do zoroastrismo.

Forças do bem - Ahura-Mazda

Forças do mal - Angra Mainyu

O videvdat, fonte essencial da liturgia e dos princípios morais da religião persa, narra, entre outras, a história do homem que sobreviveu ao dilúvio, Yima.

     A ORIGEM DO MUNDO

     Ahura-Mazda decide criar em sete etapas um universo onde nada existia. Criou o céu, onde estavam presos a lua e o sol,e cento e setenta e oito estrelas. Criou o oceano e depois a terra. As criações seguintes foram todas as formas de vida. Criou Gayomast, simultâneamente homem e mulher. A sétima criação foi o fogo. Angra Maniyu decide criar o caos. Foi ele que fez surgir montanhas e vulcões, escavou o leito dos rios, acrescentou a cor amarelo e vermelho ao fogo e a fuligem que o suja. Matou o primeiro homem, do corpo de Yima nasceu uma planta de ruibarbo que deu origem à humanidade. Durante três mil anos as forças do bem e do mal permaneceram equilibradas, até ao momento em que nasceu Zaratustra. O profeta teve extases místicos onde Ahura-Mazda anuncia a vinda de um salvador, a ressurreição dos mortos e o juízo final, promessas que prefiguram as das religiões monoteistas posteriores. O primeiro casal é Mashya e Mashyal. Saoshyast é o salvador derradeiro, que nascerá de uma virgem impregnada com o sémem de Zaratustra.

 

                              

                                            

 

MITOLOGIA NÓRDICA E GERMÂNICA

     As principais fontes escritas são os Eddas. O Edda poético foi recolhido na Islandia e é o mais antigo.

Odin pendurou-se durante nove dias nos ramos da árvore cósmica para adquirir conhecimento. Na Escandinávia muitos lugares têm nomes de deuses. Odense na Dinamarca, onde se pode notar a presença do deus Odin. A cidade sueca Torshalla, cujo nome descende de Thor. Certos dias da semana, tanto em inglês, como em sueco ou alemão, têm nomes decorrentes dos nomes dos deuses. Terça-feira; tuesday, tisdag, dienstag, são decorrentes de TYR. Quinta-feira; thursday, torstag, donnerstag, são decorrentes de THOR. Sexta-feira; friday, fritag, freitag, são decorrentes de FRIGG.

     Gigante Ymir e a vaca Audumla, simbolo da fecundidade.

     Das gotas de suor das axilas de Ymir nasceram dois gigantes, macho e fêmea, e outro gigante nascia dos seus pés. Ymir procriava e Audumla lambia as rochas de sal e geada. Das gotas que escorriam pelo gelo, formou-se progressivamente um ser, Buri, que era hermafródita. Buri teve um filho, Bor. Ao acasalar com Bor, Bestla, filha de Ymir, deu origem aos três primeiros deuses; ODIN, divindade do ar, VILI, divindade da luz, VÉ, deus do fogo. Existem então duas raças, a dos deuses e a dos gigantes de gelo e geada. Os jovens deuses decidem matar Ymir, o gigante primordial. Um rio de sangue corre do corpo e afoga todos os gigantes recém nascidos. Escapa desse dilúvio um dos filhos de Ymir, Belgermir, bem como a sua esposa, o que permite que a raça dos gigantes renasça e se multiplique. Odin, Vili e Vé iniciam então a sua obra de criação.

         

     Utilizam as várias partes do corpo de Ymir para modelar o mundo. Do sangue fazem o oceano, da carne formam a terra, dos ossos fazem as montanhas, dos dentes criam as pedras e os rochedos, do crâneo fazem a abóboda dos céus, sempre sustentada por quatro anões chamados oriente, ocidente, norte e sul. Fixaram o sol e a lua, e das fagulhas que crepitavam fizeram as estrelas.